A Baba do Lobo
Espetáculos / Novas Criações / Teatro
Lançamento do Livro
28 de Maio, 2026. 19h00
Espetáculo
29 e 30 Maio, 2026. 21h00
Teatro Taborda, Lisboa
Espetáculos / Novas Criações / Teatro
A Baba do Lobo
Nos anos 40 do século XX, nas regiões serranas do centro e norte de Portugal, a mineração do volfrâmio surgiu como um milagre económico, uma “febre do ouro negro” que prometia transformar a vida de muitos lavradores — até então a viver no limiar da fome —, oferecendo-lhes a possibilidade de alcançarem pequenas ou grandes fortunas. Poucos terão parado para pensar nas consequências sociais, ambientais e políticas das minas, ou na razão que levava ingleses e alemães a correr atrás da “baba do lobo”. O tão desejado volfrâmio (do alemão lobo + baba), ou tungsténio (do sueco pedra + pesada), é utilizado em ligas metálicas na indústria de armamento.
A CEM Palcos (Portugal) e o Teatro Vila Velha (Brasil) juntam-se na criação de um espetáculo que questiona e reivindica, com urgência, a necessidade de olharmos para o passado, para informar o presente e preparar um futuro mais justo para nós e para o sistema ecológico de que fazemos parte.
SOBRE…
Os recursos naturais, tal como os recursos humanos, quando explorados até ao tutano, revoltam-se contra aqueles que os exploram.
“A Baba do Lobo“ é o espetáculo que resulta do projeto de investigação artística “As Viúvas do Volfrâmio e os seus Filhos”, que juntou artistas, escritores, cientistas e pensadores de Portugal e do Brasil na criação de um espectáculo sobre a herança de um dos ofícios mais antigos do homem – a extração do minério – e sobre a relação entre o Ser Humano e a Natureza.
Dois dramaturgos Mônica Santana (BR) e Sandro William Junqueira (PT) escrevem textos originais, a partir de pesquisas e testemunhos recolhidos de um lado e do outro do Atlântico. A direção artística é de Graeme Pulleyn (PT) e Marcio Meirelles (BR). A música de Gongori (PT) e João Milet Meirelles (BR) e o vídeo de Leandro Valente (PT) e Rafael Grilo (BR). Em palco, duas bailarinas/atrizes experientes, Cristina Castro (BR) e Leonor Keil (PT), cruzam sotaques e movimentos numa linguagem performativa inovadora e complexa onde o corpo e a palavra se cruzam para levantar as grandes questões humanas e ambientais que enfrentamos.
O espetáculo junta-se às vozes que questionam, que afirmam e reivindicam, com urgência, a necessidade de olharmos para o passado, para informar o presente e preparar um futuro mais justo para nós e para o sistema ecológico do qual fazemos parte.
Nos anos 40 do século XX, o volfrâmio na região de Viseu, apareceu como um “milagre económico”, que transformou as existências miseráveis de muitos lavradores, que até então passavam fome a granjear as terras hostis do interior do país, em vidas de luxo e excesso. Poucos terão parado para pensar nas consequências sociais, ambientais e políticas da exploração mineira, ou sobre as razões que levaram, tanto ingleses como alemães,a disputarem avidamente a tão cobiçada “baba do lobo”.
Nos anos 20 do século XXI, o minério é outro, mas as questões são as mesmas. Portugal tem alegadamente algumas das maiores reservas da Europa de lítio e outros minerais raros. Surgem agora novas “oportunidades” de exploração, justificadas pela promessa de um mundo mais elétrico e eletrónico, e pelas ameaças de um mundo em guerra. Mas será este, de facto, o caminho certo para a sustentabilidade? Do outro lado do mundo, o Brasil conhece bem as dicotomias da exploração dos recursos naturais. Este debate não é sobre um bairro, ou uma nação, é sobre o mundo em que todos vivemos. Não há como separar a paisagem ecológica e a paisagem humana.
O processo criativo começa com uma “consulta popular”. Como ponto de partida, os escritores encontram-se com comunidades nos diferentes municípios parceiros portugueses, todos eles impactados pelo extrativismo, para recolher testemunhos e histórias de mineiros, mas principalmente das suas mulheres (ou viúvas) e famílias. A comunidade é, assim, uma peça fundamental na concepção e na dramaturgia da peça.
Recolhas de áudio, vídeo e fotografia fornecem um acervo que alimenta a composição da música original, a sonoplastia e os elementos videográficos. Material de arquivo é cruzado com material atual para criar um espetáculo contemporâneo, composto por camadas de sentido, capaz de falar para todos os públicos.
Com poesia e ternura, humor e dureza, raiva e beleza, “A Baba do Lobo” coloca o dedo na ferida e procura provocar a reflexão e a discussão. O passado ensina-nos que cada escolha deixa marcas profundas na paisagem e na vida das comunidades. “A Baba do Lobo” convida a pensar futuros possíveis, a reimaginar a relação com os recursos naturais, onde a procura por soluções sustentáveis é feita com a participação de todos. Só assim, poderemos criar condições para que as próximas gerações não herdem apenas histórias de exploração, mas sim histórias em que o planeta é reconhecido como uma entidade viva.
APRESENTAÇÕES
29 e 30 Maio, 2026.
Sempre às 21h00.
Teatro Taborda, Lisboa
DATAS PRÉVIAS
6 a 10 de Junho, 2025. 19h.
Salvador da Bahia, Brasil.
19 a 22 Junho, 2025. 21h30.
Círculo de Criação Contemporânea de Viseu – Polo 1.
26 Junho, 2025. 19h.
O Teatrão- Oficina Municipal de Teatro de Coimbra.
28 Junho, 2025. 21h30.
Cine-teatro Municipal João Ribeiro, Vouzela.
29 Junho, 2025. 17h00.
Cine-teatro Municipal de Sátão.
6 de Agosto, 2025. 21h30.
Auditório Municipal Carlos Paredes, Vila Nova de Paiva.
15 Agosto, 2025. 21h30.
Festival Altitudes, Teatro Regional da Serra do Montemuro.
21 Setembro, 2025. 21h30.
Cineteatro Jaime Gralheiro, São Pedro do Sul.
19 Outubro, 2025. 15h30.
Auditório Padre Bento da Guia, Moimenta da Beira.
18 Novembro, 2025. 18h30.
Sala Experimental do Teatro Municipal Sá da Bandeira, Viana do Castelo.
Festival de Teatro de Viana do Castelo.
18 e 19 Fevereiro, 2026.
Escola das Artes da Universidade de Évora.
16 e 17 Abril, 2026.
Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, Porto.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/12+
COCRIAÇÃO
CEM Palcos e Teatro Vila Velha
COPRODUÇÃO
Município de Moimenta da Beira, Município de São Pedro do Sul, Município do Sátão, Município de Vila Nova de Paiva e Município de Vouzela
FINANCIAMENTO
República Portuguesa DGArtes e Município de Viseu – Eixo Cultura
APOIO FINANCEIRO
No Brasil, a cocriação insere-se no programa “O Vila Ocupa a Cidade”, do Projeto de Apoio a Ações Continuadas do Teatro Vila Velha, do Fundo de Cultura do Estado da Bahia / Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia.
APOIO MAB/IPAC
Museu de Arte da Bahia / Instituto de Património Artístico e Cultural da Bahia
Ficha artística e técnica
A BABA DO LOBO
De GRAEME PULLEYN e MARCIO MEIRELLES
Com base nos textos “A Idade dos Metais” de MÔNICA SANTANA e “Filhos de Quarta-feira” de SANDRO WILLIAM JUNQUEIRA, o Hino dos Mineiros e canções tradicionais portuguesas e brasileiras.
No processo de criação inicial, foram realizadas pesquisas e entrevistas para a construção da peça, em Moimenta da Beira, São Pedro do Sul, Sátão, Vila Nova de Paiva, Viseu, e Vouzela (Portugal), em fevereiro de 2025. Colaboraram nesta fase, com entrevistas ou depoimentos:
MOIMENTA DA BEIRA: Paulo José Neto Pereira e Rafael Cardoso Botelho; SÃO PEDRO DO SUL: Custódia de Fátima Duarte Tavares, Manuel Almeida Costa, Manuel Campos Ferreira, Maria Celeste Gomes Duarte, Maria José Tavares Lindo, Palmira Gomes Duarte e Sandra Paula da Silva Costa;
SÁTÃO: Acácio Pinto, Aurélio de Figueiredo e Ilda de Magalhães Cândido;
VILA NOVA DE PAIVA: José Luís Ferreira dos Santos, Madalena Ferreira e Rosa Marques da Silva;
VISEU: Amadeu Carvalho, Cidália Lourenço, Ermelinda Ferreira, José Gomes de Almeida, José Marques Duarte;
VOUZELA: Almerinda Costa Ferreira Fernandes, Manuel Fernando Gomes, Maria Josefina Marques de Almeida e Palmira Mendes.
ENCENAÇÃO Graeme Pulleyn e Marcio Meirelles
ELENCO Cristina Castro (Hilda), Leonor Keil (Hilda), Graeme Pulleyn (Voz de Adolfo), Wilson de França (Narrador)
SONOPLASTIA, PRODUÇÃO E DIREÇÃO MUSICAL João Milet Meirelles e Gongori
CORO DO HINO DOS MINEIROS Ana Bento, Clara Spormann, Clara Boa Sorte, Clara Torres, Chica Carelli, Olinda Beja, Úrsula Pinto e Vanessa Faray
VOZ NAS CANÇÕES TRADICIONAIS PORTUGUESAS Maria Celeste Gomes Duarte
VOZ NA CANÇÃO “A BABA DO LOBO” Jadsa
DIREÇÃO, PESQUISA E EDIÇÃO DE VÍDEO Leandro Valente e Rafael Grilo
FOTOGRAFIA E CAPTAÇÃO DE IMAGENS ORIGINAIS Leandro Valente
OPERAÇÃO DE VÍDEO Leandro Valente e Laura Tavares / No Brasil: Rafael Grilo
FOTOS DO DESASTRE DE MARIANA (MINAS GERAIS) Christian Cravo
CENOGRAFIA Erick Saboya
CONSTRUÇÃO DO CENÁRIO Oficina do Zé Ferreiro / No Brasil: Cláudio Carijó, José Nilson, Joilson Batista e Gean
PINTURA DA TELA Luisa Brizê
FIGURINOS Marcio Meirelles
CONFECÇÃO DE FIGURINOS Saraí Reis e Marinalva Souza
DESENHO DE LUZ Marcos Dedê
OPERAÇÃO DE LUZ André Carneiro / No Brasil: Marcos Dedê
MONTAGEM DE LUZ André Carneiro / No Brasil: Marcos Dedê e Joilson Batista
IDENTIDADE VISUAL, DESIGN GRÁFICO E PAGINAÇÃO DO PROGRAMA Ramon Gonçalves
FOTOGRAFIA Luís Belo / No Brasil: Ananda Ikishima
REGISTO DE VÍDEO Luís Belo / No Brasil: Jean Teixeira
COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO E MEDIAÇÃO Guida Rolo / No Brasil: Gabriela Wenzel
ASSISTENTE DE COMUNICAÇÃO E MEDIAÇÃO Laura Tavares / No Brasil: Beatriz Zacharias
REDES SOCIAIS Laura Tavares e Susana Morais / No Brasil: Jean Teixeira e Marlon Chagas
ASSISTÊNCIA DE DESIGN Mariana Viveiros
ASSESSORIA DE IMPRENSA Susana Morais / No Brasil: Arlon Souza
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO Guida Rolo / No Brasil: Beatriz Albuquerque
PRODUÇÃO EXECUTIVA Laura Tavares
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO Filipa Fróis e Hugo Miguel
ASSESSORIA JURÍDICA Pedro Leitão / No Brasil: Wilson Chaves de França
AGRADECIMENTOS ACERT – Tondela, Freguesia de Bodiosa, União de Freguesias de Barreiros e Cepões, Acácio Pinto, Fernando Vale, José Luís Ferreira dos Santos e Tomás Pereira
CRÉDITOS DAS IMAGENS EM VÍDEO
Archive.org: Minerais e Rochas; Desastre na Mina Dawson; Febre do Urânio; Pet 961 r 1; 1955 – Processo de Fábrica de Munição.
Cinemateca Portuguesa Nas Minas de Volfrâmio (1941) de António Alves de Pinho e Freitas
YouTube Portugal em 1943; Drone em Mariana (Minas Gerais), de Fernando Monteiro; Nunca Entre Aqui (Action Adventure Twins)
Reservas
Se tiver alguma dúvida, pode contactar-nos diretamente para bilheteira@cempalcos.com
PREÇOS
Normal: 5€
Residentes zona histórica, estudantes, profissionais das artes performativas e menores de 12 anos: 3€
*Grupos e famílias com mais de 4 pessoas: 50% de desconto














