NOVe #28 / 4ª edição
Alexa ou a Mancha
Residências Artísticas / Espetáculos / Performance
8 de novembro, 2024.
Círculo de Criação Contemporânea de Viseu – Polo1
NOVe / Espetáculos / Novas Criações
Alexa ou a Mancha
Aqui cheira a limpo. Inspira-se lixívia. A esterilidade ameaça a existência. Ou melhor, o corpo. Um corpo que já se perdeu na insistência de se estar ausente.
Nesta sala a higienização dos tabus faz-se com cuidado. Mas este é um cuidado público. O cuidado pessoal ou não tem lugar, ou há muito que ganhou significados demasiado coletivos para serem verdadeiros.
Neste sítio tão iluminado, não se consegue ver bem. Nada se esconde, mas nem tudo se vê. A ocultação é um ato público, mas não é um ato de partilha. O gato não se esconde com o rabo de fora. O gato foi obrigado a esconder-se.
Neste espaço arejado de humanidade, ser-se gente é difícil. O quantitativo há muito que substituiu o qualitativo. Fazem-se perguntas apenas para se impôr respostas. Há muito que a consciência se transformou em inconveniência.
Neste lugar, também se é mulher.
A 4.ª Edição do projeto NOVe – NOVos Tempos NOVas Dramaturgias – Edição Emergentes, mantém o ADN deste projeto – intimista, que procura reinventar a relação entre intérprete e espectador, assim como criar experiências performativas imersivas, desafiantes e insólitas –, pela segunda vez com a particularidade de contar exclusivamente com dramaturgos, intérpretes e criadores emergentes.
As propostas finalmente selecionadas depois de um processo de open call estão marcadas pela diversidade, qualidade e inovação que seria de esperar de uma nova geração de criadores na qual a Cem Palcos tem vindo a apostar. Daqui até junho de 2025, 9 dramaturgos e 9 performers do teatro, da dança e da música reúnem-se num formato de residências artísticas para criar 9 micro espetáculos com 9 minutos de duração que se repetem 9 vezes no mesmo dia para um público de 9 pessoas em cada apresentação.
Na primeira residência artística da 4.ª Edição do NOVe, Jade Cambournac assina a dramaturgia e Catarina Keil assume a criação/interpretação.
DATAS
8 de novembro, 2024.
11:09, 11:29, 11:49 (Para instituições)
19:09, 19:29, 19:49
21:09, 21:29, 21:49
Círculo de Criação Contemporânea de Viseu – Polo 1.
DURAÇÃO
9 min.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/12+
PARCERIA
Teatrão
FINANCIAMENTO
República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, Eixo Cultura – Município de Viseu
Ficha artística e técnica
DRAMATURGIA: Jade Cambournac
CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO: Catarina Keil
COORDENAÇÃO ARTÍSTICA: Cristóvão Cunha, Graeme Pulleyn e Lígia Soares
DESENHO DE LUZ E SONOPLASTIA: Fernando Queiroz
VOZ OFF: Filipa Fróis
DESIGN DE COMUNICAÇÃO, FOTOGRAFIAS E VÍDEO: Luís Belo
REDAÇÃO DE CONTEÚDOS E ASSESSORIA DE IMPRENSA: Susana Morais
ASSISTÊNCIA DE COMUNICAÇÃO: Laura Tavares
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO: Filipa Fróis, Hugo Miguel e Laura Tavares
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Guida Rolo
PRODUÇÃO: CEM Palcos
AGRADECIMENTOS: “À minha mãe, à minha avó e a todas as mulheres que me inspiram.”, Catarina Keil, Viseu 07/11/2024.
Alexa ou a Mancha
Criação/Interpretação: Catarina Keil
Dramaturgia: Jade Cambournac
Direção Artística: Cristóvão Cunha, Graeme Pulleyn e Lígia Soares
Aqui cheira a limpo. Inspira-se lixívia. A esterilidade ameaça a existência. Ou melhor, o corpo. Um corpo que já se perdeu na insistência de se estar ausente.
Nesta sala a higienização dos tabus faz-se com cuidado. Mas este é um cuidado público. O cuidado pessoal ou não tem lugar, ou há muito que ganhou significados demasiado coletivos para serem verdadeiros.
Neste sítio tão iluminado, não se consegue ver bem. Nada se esconde, mas nem tudo se vê. A ocultação é um ato público, mas não é um ato de partilha. O gato não se esconde com o rabo de fora. O gato foi obrigado a esconder-se.
Neste espaço arejado de humanidade, ser-se gente é difícil. O quantitativo há muito que substituiu o qualitativo. Fazem-se perguntas apenas para se impôr respostas. Há muito que a consciência se transformou em inconveniência.
Neste lugar, também se é mulher.
Vídeo Integral
O fundo do poço de Salomé está completamente seco e, por ser um poço, não encontra nenhum motivo para justificar a sua existência. Ao fundo do poço resta-lhe, efectivamente, esperar justificando a sua razão de existência. Em suma, podemos afirmar que a interioridade de Salomé assemelha-se com este mundo exposto – uma confusão total temperada de impotência, estagnação e alienação. Quando o fundo do poço permite ver o reflexo do rosto, Salomé tem um temperamento libertino e exuberante. Blimunda, mãe de Salomé, também apresentava esta interioridade complexa, mas a maturidade ensinou-lhe a gerir as águas. Toda esta elegância genial de Blimunda sustenta a incapacidade de Salomé em viver o luto.
Bilhetes
Se tiver alguma dúvida, pode contactar-nos diretamente para bilheteira@cempalcos.com
PREÇOS
Normal: 3€
Residentes zona histórica, estudantes, profissionais das artes performativas e menores de 12 anos: 2€
*Grupos e famílias com 4 pessoas ou mais: 50% de desconto
















