Geramos realizações artísticas inovadoras, dinamizadoras das comunidades e mobilizadoras de novos públicos, fruto de processos de criação experimentais e inclusivos, que alimentam uma linha de pesquisa e de criação de pensamento e de conhecimento.

Geramos realizações artísticas inovadoras, fruto de processos de criação experimentais e inclusivos, que alimentam uma linha de pesquisa e de criação de pensamento e de conhecimento.

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O Lugar das Palavras, com Deka Saimor

Novas Dramaturgias / Oficina de Escrita 

26 de Junho de 2026.
18h30 às 20h30.
Ponto Cultural da Rua Direita, Viseu (Antigo Orfeão, 149)

Novas Dramaturgias / Oficina de Escrita

O Lugar das Palavras, com Deka Saimor

Se Deus tivesse de viver uma única vida para compreender quem tu és, quem seria?

Partindo desta pergunta, a oficina convida os participantes a explorar memórias, relações e histórias que contribuíram para a construção da sua identidade. Através de exercícios de escrita criativa, oralidade e partilha, cada participante será desafiado a transformar uma pessoa real da sua vida numa personagem, refletindo sobre a forma como as experiências individuais podem revelar dimensões universais da condição humana.

Inspirada no texto “Deus fala krioulo”, a oficina propõe uma reflexão sobre memória, pertença, herança e comunidade, valorizando as histórias do quotidiano e as pessoas que, embora raramente ocupem o centro das narrativas oficiais, desempenham um papel fundamental na construção de quem somos.

No final, os participantes serão convidados a criarem um breve retrato literário inspirado numa pessoa que considerem essencial para compreender a sua própria história.


Deka Saimor é atriz e criadora cabo-verdiana. Licenciada em Teatro pela Universidade de Évora, foi distinguida pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) pelo seu mérito académico. Com mais de dez anos de experiência, colaborou com estruturas como o Teatro Nacional São João, o Teatro da Garagem e a Companhia Ardemente. Em 2024, estreou o seu primeiro espetáculo autoral.

A escrita como possibilidade
Haverá ainda em nós um lugar para as palavras? Verso.
Quando pensamos que não há espaço para a arte durante os momentos de selvajaria humana sem precedentes, e quando olhamos para a escrita como se fosse uma impossibilidade, há textos que aparecem dos escombros, ao lado das bombas e, apesar do exílio, para contra o silêncio ser um poema todos os dias. A escrita torna-se, assim, o próprio intervalo entre o morrer e o viver, nascendo num espaço que reclama a vida a partir da sua impossibilidade. Este encontro é sobre a possibilidade.
Nesta oficina, quem participa será também uma possibilidade ou um poema. É um momento de escuta, partilha, escrita e de aconchego à volta das palavras, recorrendo sobretudo à literatura da Palestina.

O programa de formação “O Lugar das Palavras” é uma oportunidade para quem escreve, para quem nunca escreveu, para quem está interessado em explorar o lugar da palavra – escrita, lida, dita, ouvida, cantada, dançada, interpretada – e para quem quer descobrir e partilhar as palavras que nos ligam.

A oficina será orientada por Deka Saimor.

OFICINA DE ESCRITA

26 de Junho de 2026
18h30 às 20h30.
Ponto Cultural da Rua Direita, Viseu. (Antigo Orfeão, Rua Direita, 149) 

PREÇOS DE INSCRIÇÃO

Inscrição normal: 15€
Profissionais das Artes Performativas: 10€
Estudantes: 10€
Maiores de 65 anos: 10€
Residentes da zona histórica: 10€

DURAÇÃO

3 horas.

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

M/14+

FINANCIAMENTO

República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, Eixo Cultura – Município de Viseu

Ficha artística e técnica

FORMADORA: Deka Saimor
DIREÇÃO ARTÍSTICA: Graeme Pulleyn
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E COMUNICAÇÃO: Guida Rolo
PRODUÇÃO EXECUTIVA E COMUNICAÇÃO: Laura Tavares 
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO E APOIO TÉCNICO: Hugo Miguel e Roberto Fernandes
DESIGN DE COMUNICAÇÃO: Luís Belo 
REDAÇÃO DE CONTEÚDOS REDES SOCIAIS: Susana Morais
ASSESSORIA JURÍDICA: Pedro Leitão
APOIO À CONTABILIDADE: Óscar Pulleyn
PRODUÇÃO: CEM Palcos

Bulício

Criação/Interpretação: Leonor Souza
Dramaturgia: Eduardo Corono
Direção Artística: Cristóvão Cunha, Graeme Pulleyn e Lígia Soares

Num bar aprecia-se o caos a que a mente leva, uma contagem regride e escutam-se bulícios como labirintos dentro da própria palavra. Imagens colidem e sons ecoam como inquietações coletivas que se querem revelar. Bulício Bulício Bulício.

Vídeo Integral

O fundo do poço de Salomé está completamente seco e, por ser um poço, não encontra nenhum motivo para justificar a sua existência. Ao fundo do poço resta-lhe, efectivamente, esperar justificando a sua razão de existência. Em suma, podemos afirmar que a interioridade de Salomé assemelha-se com este mundo exposto – uma confusão total temperada de impotência, estagnação e alienação. Quando o fundo do poço permite ver o reflexo do rosto, Salomé tem um temperamento libertino e exuberante. Blimunda, mãe de Salomé, também apresentava esta interioridade complexa, mas a maturidade ensinou-lhe a gerir as águas. Toda esta elegância genial de Blimunda sustenta a incapacidade de Salomé em viver o luto.

 

Ficha artística e técnica

Reservas

Se tiver alguma dúvida, pode contactar-nos diretamente para bilheteira@cempalcos.com